Exposição Sudário

Amanda Fonseca

Escultura de Luigi Enzo, artista italiano que por 2 anos realizou estudos anatômicos sobre o Sudário (Foto: Amanda Fonseca)

Escultura de Luigi Enzo, artista italiano que por 2 anos realizou estudos anatômicos sobre o Sudário (Foto: Amanda Fonseca)

O sudário, o suposto lençol fúnebre de Jesus, tornou-se o objeto mais estudado em todo mundo e mobiliza especialistas das mais diversas áreas, como: arqueólogos, iconografistas, geólogos, patologistas, microbiologistas, botânicos, entre outros. E é por meio da ciência e da exposição de estudos e pesquisas que a mostra “Quem é o Homem do Sudário?” tenta esclarecer alguns questionamentos sobre este tal objeto.

Desde o estudo de Allan Adler e John Heller sobre as manchas encontradas no sudário serem de sangue humano até a pesquisa de cientistas da universidade norte-americana de San Antonio que resultou na descoberta de DNA masculino no lençol, tenta-se comprovar a existência do homem do Sudário. Mas a exposição também traz contradições e perguntas sem respostas.

Em 1988, três laboratórios (Tucson, Oxford e Zurich) ficaram responsáveis por realizar testes com Carbono 14* no tecido do sudário e os resultados não foram os esperados. Segundo eles, o tecido teria sido confeccionado entre 1260 e 1390 na Idade Média, o que derrubaria toda a teoria de que o Sudário era o lençol de Jesus. Contudo, em 2004, o criminalista Raymond Rogers combateu os resultados dos testes, dizendo que o retalho analisado teria sido retecido com algodão no século XVI.

Fanti criou em computador modelos do homem do Sudário para calcular sua altura. Os resultados comprovaram que suas proporções pertencem à raça semítica. O mesmo foi comprovado pelo Patologista Pierluigi, quando descobriu presença de sangue do tipo AB no lençol, tipo frequente em 18% dos judeus e 3% dos europeus (Foto: Amanda Fonseca)

Fanti criou em computador modelos do homem do Sudário para calcular sua altura. Os resultados comprovaram que suas proporções pertencem à raça semítica. O mesmo foi comprovado pelo Patologista Pierluigi, quando descobriu presença de sangue do tipo AB no lençol, tipo frequente em 18% dos judeus e 3% dos europeus (Foto: Amanda Fonseca)

Depois de tal constatação de Raymond Rogers, nenhum outro estudo foi realizado, o Sudário permanece com suas contradições na catedral de Turim (Itália) desde 1578, após ter percorrido uma longa trajetória que começou em Jerusálem 30 A.D.

Sobre a exposição, a análise que fiz é de que para aqueles descrentes e sem religião, as certezas inferidas são a de que o homem do Sudário existiu, de que existem sim marcas de um corpo no lençol, mesmo que não haja a certeza de como e quando foram formadas. Para os religiosos, me pareceu a confirmação de que este homem foi quem eles chamam de Jesus.

Mandylion é a palavra em grego para Santo Sudário (Foto: Amanda Fonseca)

As reproduções do Mandylion coincidem em mais de 100 pontos com as medidas do rosto do Sudário. Segundo o critério forense americano, bastam 60 pontos para provar a identidade entre dois rostos. Mandylion é a palavra em grego para Santo Sudário (Foto: Amanda Fonseca)

*presente em seres humanos, é um isótopo radioativo encontrado em material vivo, cuja quantidade decai a partir da morte e permite calcular com precisão a idade de restos como pele, ossos e tecidos em um período de no máximo 70 mil anos de idade.

A mostra “Quem foi o Homem do Sudário” está aberta até 1° de Dezembro no shopping Boulevard Nações em Bauru.

Ao contrário da figura de Jesus, que é sempre reproduzida com uma coroa (um aro) na cabeça, as manchas no Sudário mostram que o homem usava um capacete de espinhos como o dos reis orientais (Foto: Amanda Fonseca)

Ao contrário da figura de Jesus, que é sempre reproduzida com uma coroa (um aro) na cabeça, as manchas no Sudário mostram que o homem usava um capacete de espinhos como o dos reis orientais (Foto: Amanda Fonseca)

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