Aparelho que se regenera integra a disputa pelo mercado de smartphones curvos

Ian Douglas

O G Flex é a contribuição da LG para o novo mercado de smartphones curvos, inaugurado pelo Samsung Galaxy Round, no início de outubro. Pioneiros no segmento, a disputa entre os dois modelos tem gerado debate entre interessados em tecnologia, além de grande expectativa de novas inovações tecnológicas relacionadas à flexibilidade e à curvatura dos aparelhos.

O modelo da Samsung configurou-se mais como uma releitura do seu antecessor, o Note 3,  trazendo poucas inovações. Ambos possuem telas de 5,7 polegadas, resolução de 1080p, processador de 2.3 GH, 3GB de memória RAM e câmera com 13 megapixels. O Round, lançado inicialmente por US900,00, conta com pouco além do design para cativar os consumidores e justificar o seu alto custo.

Mas o apelo dos smartphones curvos não é puramente estético. Por trás do visual moderno existem vantagens práticas. A curvatura do Flex se propõe a melhorar a experiência de visualização por meio da uma maior imersão do usuário e da redução da reflexão de luz. Na teoria, a maior função da flexibilidade dos aparelhos é a de aumentar sua resistência à queda e a riscos. É nessa característica que a LG toma a dianteira.

Além do formato curvo que diminui a superfície de impacto com o chão, O G Flex é o único no mercado que possui a nova tecnologia de autorregenerarão. Pouco mais de um mês após o lançamento, sites especializados em tecnologia inundaram a internet com vídeos do novo recurso sendo testado nas mais diversas situações. Riscos superficiais na base do aparelho se recuperaram em poucos minutos, enquanto os mais profundos como feitos a corte de faca demoram mais para se regenerar e podem não ser removidos completamente. O recurso é mais eficiente sob a temperatura de 27° C, por isso recomenda-se que os usuários esfreguem o celular caso estejam em um local mais frio.

No entanto, a equipe do site especializado Android Authority identificou falhas no smartphone em seu teste de queda para verificar a resistência do aparelho. O produto foi submetido sucessivamente a quedas de costas, de frente e de lado e a tela só permaneceu intacta na primeira situação. Até mesmo a traseira do celular não se regenerou por completo, mantendo uma série de pequenos riscos nas laterais.

Tanto o Galaxy Round, quanto o G FLEX falharam na tentativa de atender as suas propostas ambiciosas. A linha de smartphones curvos ainda tem custos elevados e resultados pequenos para justificar esse investimento.  Entretanto a expectativa é de que a competição entre as duas empresas desenvolva e popularize essa tecnologia que ainda está em estado embrionário. Resta saber se outras gigantes como a Aplle, ZTE ou HTC entrarão na disputa.

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