Transformando o velho em novo

Heloise Montini

Atitudes individuais cresceram a partir de  um grupo e então, toda uma nação passa a lutar em prol da mudança, criando um novo partido político

Um ano marcado por manifestações, revoltas e vontade de mudar, 2013 entrou para a história do Brasil como o ano que provou que o povo brasileiro não se cala e aceita as injustiças e escândalos políticos quieto.  Mas a insatisfação da população não é recente. Há muito que se tem a sede pela revolução. Como um copo vazio sob uma torneira pingando, o brasileiro foi se enchendo pouco a pouco, até chegar ao seu limite e transbordar. E, para a maioria, esse foi o ano em que já não cabia mais nenhuma gota.

Milhares saíram às ruas com cartazes e vozes clamando pela mudança (Foto: G1)

Milhares saíram às ruas com cartazes e vozes clamando pela mudança (Foto: G1)

Para outros, o copo já encheu há mais tempo. Essas pessoas se reuniram e criaram um partido formado pelo povo, onde ninguém é político, cada um vem de uma profissão diferente. Compartilhando apenas o sentimento de mudança, deram partida ao Novo.

A ideia para criar o partido surgiu em 2010, por um grupo de amigos interessados em fazer algo diferente, que estivesse de acordo com seus ideais e que fosse benéfico para as gerações futuras. Os integrantes do Novo não são políticos, mas sim pessoas cansadas das ações políticas do país e que se cansaram da inércia, deixando a revolta falada de lado, partindo para a ação. Eles querem ver os impostos trabalhando para o povo, melhorando os serviços públicos. “Atualmente o cidadão paga muito imposto e recebe péssimos serviços e assiste, todos os dias, notícias de absurdos sendo cometido com o dinheiro dos nossos impostos”, afirmam os integrantes do partido.

É assim que se identificam, como a equipe do NOVO, transmitindo a ideia de unidade, em que não há um membro mais importante que outro.

Gráfico disponível em: http://www.novo.org.br/quemsomos.php

Gráfico disponível em: http://www.novo.org.br/quemsomos.php

Estruturado como partido desde 2011, eles buscam ser realmente Novos, distanciados dos padrões de todos os outros partidos nacionais, criando suas próprias propostas e, com ideias novas, buscam promover melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos. “O NOVO deverá fazer sentido antes de fazer política e demonstrará isso quando estiver ocupando cargos políticos”. Eles querem trazer o povo para a ação, tirar todos do segundo plano, da inquietação e transformar as ideias de melhoria em realidade, trabalhando em conjunto com a população, como prega a teoria de democracia.

Burocracia

Não há palavra mais conhecida pelo brasileiro que a palavra Burocracia. E é isso o que o partido enfrenta. Criar um partido é caro e complexo, por esse motivo, a própria divulgação se torna complicada e difícil, atingindo, até o momento, pessoas que querem fazer algo pelo país. Mas o que há de tão complicado em se criar um novo partido?

Para se criar um partido há duas etapas: a etapa da criação e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seria simples, se para a primeira etapa não fossem exigidas tantas coisas, dificultando totalmente a iniciativa.

Primeiramente, é preciso que se tenha, no mínimo, 101 eleitores de, ao menos, um terço dos estados nacionais, para então se obter o registro civil no Cartório da Capital Federal e estabelecer sede em Brasília, apresentando os dados completos de todos os fundadores. Então é preciso um apoio mínimo de eleitores, com, aproximadamente, 500 mil assinaturas de pessoas que apoiam que o projeto se transforme em partido. Isso para que se siga a legislação e se constitua os Diretórios Estaduais e Municipais. Então começa a captação dos documentos e requerimento de registro nos TREs, sendo necessárias as certidões dos Cartórios de cada estado comprovando o apoio mínimo populacional. O último passo para a criação é juntar o mínimo de 492 assinaturas de apoio e o projeto postulará, no Tribunal Superior Eleitoral o registro do seu Estatuto e do órgão de Direção Nacional que, quando deferido, possibilitará ao projeto se transformar em partido político. Só então vem a segunda etapa: abrir filiações e exercer as atividades partidárias, logo após o registro do partido no TSE.

Mas os fundadores do partido NOVO não se deixam intimidar com tantos desafios, afinal, para eles é essencial haver no Brasil um partido com a linha de raciocínio do NOVO.

Futuro

Lutar por um país melhor não é algo simples. Primeiro é preciso definir o foco, pelo que batalhar. NOVO tem por principal objetivo atingir as pessoas, tratar o indivíduo e fazê-lo entender que para haver mudança, ele deve participar de todo processo, sair da indagação e das ideias para a ação. “E mesmo que não haja um consenso entre todas as ideias, a participação de todos, como sócios, será fundamental para que o NOVO traga ao Brasil uma forma diferente de se fazer e pensar em política”, afirmam integrantes do NOVO.

O governo viu a insatisfação do brasileiro quando a geração ‘Coca-Cola’ saiu às ruas para brigar contra tudo que se tem de errado nas políticas e ações do governo, principalmente o pouco investimento comparado aos altos impostos e preços pelo serviço público. O que o partido NOVO pode fazer é isso, transformar a revolta em novas políticas que sejam feitas para o povo e pelo povo. Afinal, como o nome diz, é um partido diferente.

Não importa a crença ou a opinião de cada um sobre o que deve ser mudado, o que realmente importa é a ação, a posição que escolhe e a maneira pela qual irá batalhar pela melhoria. A construção do Brasil depende do individuo, e só então da nação como um todo. Para fazer o país do futuro se tornar o país do hoje, deve colocar a dependência do governo para escanteio e confiar nas ações que vem de baixo, que vem do povo.

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