As Asas e Raízes da Fotografia de Natureza

Laura Fontana

Fotografias de aventura são expostas pela National Geographic, na Europa

Profissionais apaixonados, fotografias excepcionais. Essa foi a ideia que permaneceu depois das apresentações de Marina Klink e Matthew Shirts na Semana de Comunicação (Secom), ocorrida em Outubro desse ano, no campus de Bauru da Unesp.

Marina encantou a plateia com seus relatos de visitas ao continente gelado. A fotógrafa foi capaz de explicar, com exemplos concretos, as razões que a levaram a trocar uma vida cosmopolita e atarefada, onde ela trabalhava com a produção de grandes eventos empresariais, por uma vida sem amarras, viajando livremente ao lado de seu marido e suas três filhas. Através de suas “lentes”, Marina transforma uma remota região do globo em um lugar familiar a qualquer um. Sua coleção de imagens, extraídas de uma terra improvável, genuinamente ilustram a mais autêntica natureza.

A fotógrafa Marina Klink e suas três filhas, na Antártida (Foto: Divulgação)

A fotógrafa Marina Klink e suas três filhas, na Antártida (Foto: Divulgação)

Depois de admirar seu trabalho, nós podemos concluir que foi a simplicidade da Antártida, acima de tudo, que atraiu Marina. Todos nós buscamos um lugar que nos traga paz. A única diferença é que a fotógrafa teve a audácia de “mergulhar” no destino de seus sonhos. Com muita bravura e bons recursos, Marina encontrou seu lugar no mundo, longe de todo caos e ruídos excessivos das grandes cidades.

Na segunda parte do debate da Secom, quem falou ao público foi Matthew Shirts. Americano de nascimento, Matthew escolheu São Paulo como seu lar. O escritor edita a National Geographic Brasil e coordena o site “ Planeta Sustentável”, além de escrever crônicas para a Veja São Paulo. Na verdade, Matheus (como ele prefere ser chamado) possui um diploma em ciências sociais, pela universidade de Berkeley e uma pós-graduação em história, pela universidade de Stanford.

"Na janela, admirando o outono": fotografia para a National Geographic (Foto: Alberto Di Donato)

“Na janela, admirando o outono”: fotografia para a National Geographic (Foto: Alberto Di Donato)

Ser um jornalista nunca foi seu primeiro plano, e ser o editor da National Brasil nunca passou por sua mente, no entanto, quando a oportunidade surgiu, Matheus não hesitou em abraçá-la. Lidar com o espírito livre dos melhores fotógrafos de natureza se tornou o mais fantástico exercício para o escritor.

Tubarão Baleia fotografado por David Valencia para a National Geographic (Foto: David Valencia)

Tubarão Baleia fotografado por David Valencia para a National Geographic (Foto: David Valencia)

Ao final da apresentação, Marina e Matheus deixaram o público fascinado. E seus ensinamentos permanecem vivos em cada um dos alunos ali presentes: o charme da fotografia (principalmente da fotografia de natureza) reside no fato de que nós não necessariamente temos que ser profissionais para fazermos uma boa foto. Às vezes, temos que entrar em um mundo onde o entendimento é um mero detalhe. Fotografar é uma atividade na qual é fundamental que haja o “feeling” e a sorte deve estar com quem aperta o botão do click.

Urso polar fotografado por Paul Souders, para a National Geographic (Foto: Paul Souders)

Urso polar fotografado por Paul Souders, para a National Geographic (Foto: Paul Souders)

Mas técnicas, apesar de tudo, sempre são bem vindas. Aquelas utilizadas na fotografia do mundo selvagem diferem das usadas em fotografia de paisagens. Costumam utilizar-se altas velocidades de obturação para poder capturar o movimento. Para conseguir um nível adequado de exposição utilizam-se objetivas claras e de elevado ângulo. E é assim que os grandes fotógrafos de importantes revistas trabalham: A conquista do Pólo Sul, a exploração da África ou viagens pela Ásia colonial são algumas das grandes aventuras narradas pelas fotografias da National Geographic.

"O poder dos criolos": fotografia para a National Geographic ( Foto: Chris Schmid)

“O poder dos criolos”: fotografia para a National Geographic ( Foto: Chris Schmid)

E as fotos de tais eventos estarão em uma exposição inédita na Europa, que acaba de abrir as portas em Viena. Cerca de 200 imagens publicadas entre 1880 e a década de 50, todas em branco e preto, a maioria material original da época, formam o passeio pelas façanhas e viagens narradas pela emblemática publicação. Desde seu surgimento, a National  foi pioneira em enviar fotógrafos ao exterior para que acompanhassem expedicionários e cientistas ao redor do mundo, para que registrassem realidades e culturas completamente desconhecidas na Europa. Hoje, anos mais tarde, as fotografias de natureza desenvolvidas pelo veículo ainda impressionam: são magnificamente inéditas, retratando toda a expressividade que a natureza oferece. Para os interessados na exposição, mais informações disponíveis em Revista Exame.

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