Uma dor dilacerante

Bárbara Christan

Mutilação genital feminina ainda é realidade de famílias de cultura islâmica

Em uma matéria publicada pela BBC Brasil (http://www1.folha.uol.com.br/bbc), o tema da mutilação feminina foi abordado por ainda ser praticado por famílias da África e Oriente Médio.

De acordo com a religião islâmica, a mutilação – que consiste na retirada do clitóris da mulher com ou sem anestesia – é uma tradição praticada em mulheres ainda crianças, feita para que a mulher não sintam prazer durante a relação sexual. Vale lembrar que o método feito de maneira errada pode levar ao óbito da jovem.

Depoimentos de mulheres afirmam que a dor da mutilação é impossível de ser descrita ( Foto: PanoramaCristão)

Depoimentos de mulheres afirmam que a dor da mutilação é impossível de ser descrita ( Foto: PanoramaCristão)

A matéria ainda relata que aproximadamente 125 milhões de mulheres em todo o mundo, segundo a Organização das Nações Unidas, ainda sofrem com a flagelação da parte externa da genitália – que pode ser total ou parcial.

Segundo a cultura da religião desses países, o método de retirada da genitália mantém as mulheres puras e preparadas para o casamento, garantindo sua virgindade e, não fazê-lo, traz vergonha e humilhação para toda a família. Caso contrário, a mulher pode ser considerada uma prostituta, e ser excluída da sociedade. Acredita-se também que uma mulher não circuncidada não será capaz de dar à luz, ou que o contato com o clitóris é fatal ao bebê, e que ainda aumenta a fertilidade dela.

Além de ser uma prática que pode trazer graves danos psicológicos, também contribui para problemas físicos nas crianças. A tradição de circuncisão feminina é gravemente repreendida e repudiada pelos países ocidentais, pois além de ser ofensiva à mulher, torna-se uma questão de saúde pública com a imigração de pessoas da África e do Oriente Médio para países como Austrália, Canadá, EUA e na Europa; porque a prática pode ser feita sem anestesia e com instrumentos impróprios não esterilizados corretamente.

A pergunta que fica é: até quando a desculpa de uma “tradição religiosa” vai se sobressair a um ato de tamanha maldade e opressão como essa? Até quando as mulheres vão sofrer com a opressão, submissão e violência? A única conclusão a que se chega é que o pensamento do ser humano ainda tem muito o que mudar.

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