Leve no ar e no bolso

Agnes Sofia Guimarães

Desde janeiro, a gasolina S-50 está disponível nos postos para que o Brasil consiga diminuir sua emissão de poluentes sem prejudicar o consumidor

A diferença está até na cor. Enquanto a gasolina comum possui 800 partes por milhão de enxofre, a gasolina S-50, tal como o nome indica, possui apenas 50 partes por milhão. Disponível nos postos de combustível desde o dia 1°de janeiro, ela promete reduzir a emissão de óxidos de enxofre (SOx) em até 35 mil toneladas por ano.

A diferença está na cor, com a nova gasolina sendo mais clara (Foto: Divulgação)

A diferença está na cor, com a nova gasolina sendo mais clara (Foto: Divulgação)

Além disso, a nova gasolina garante um leve ganho na potência, uma vida útil mais longa a alguns componentes do motor e do veículo, como o catalisador, o óleo e a câmara de compressão. Mas ao contrário do que se imagina, a nova gasolina não é mais cara. Ela mantém o mesmo preço da fórmula anterior, já que apenas segue um padrão mantido por muitos países para que haja a diminuição de poluentes no ar. Na América Latina, o Chile é o país que está à frente do Brasil e dos demais: lá a gasolina possui 15 partes por milhão de enxofre, enquanto que em boa parte dos países europeus o uso não passa de 10 partes por milhão da substância.

Na América Latina, o Chile é o país com o combustível menos poluente (Foto: Divulgação)

Na América Latina, o Chile é o país com o combustível menos poluente (Foto: Divulgação)

Alternativas

O Profº PhD. Hélio Fernandes Machado Júnior é diretor do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e lidera um grupo de pesquisa na área de Biocombustíveis. Para ele, apesar da nova gasolina ser uma boa opção, o Brasil tem a seu dispor opções mais sustentáveis, como o bioetanol, que possui uma combustão praticamente limpa, com a emissão de baixos níveis de poluentes. ”Temos uma frota de carros flex, mas estes motores não são propriamente motores a álcool. O Brasil abandonou os motores a álcool desde o final da década de 90 por questões políticas, e recebeu tanto os motores flex, que não são tão bons e econômicos, quanto os motores somente a álcool. Esse seria um excelente projeto para o país e para desenvolvermos o bioetanol super ou de outros tipos”, explica Hélio.

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